Quinta-feira, 1 de Março de 2012

A ilegalidade da Indústria Farmacêutica ou como ser a Santa Casa...

Cocó na Fralda, abordou uma polémica que me tem feito pensar e sobre a qual me tem apetecido escrever. Vai daí , aproveitei o meu comentário ao post dela e tiro este prego do peito.


O nosso ministro da Saúde e o próprio INFARMED dizem que a atitude da Roche, por ter decido cortar o fornecimento a 23 hospitais devedores, é ilegal. Vejamos o exemplo de alguém com uma mercearia, que tem que comprar o produto, pagar os empregados, água luz, limpeza, impostos, contabilidade, etc, e as pessoas a quem vende os bens não pagam. E depois vem alguém, cheio de razão, dizer que a mercearia não pode deixar de vender a quem não paga que é ILEGAL (esta até deu vontade de rir), porque as pessoas têm que comer... Imagine-se a situação em que os senhores governantes deixariam de receber da fonte que eles próprios representam: o Estado. Quantos meses teriam ele que continuar a trabalhar sem receber? Dez meses, mais de 20, para sempre? E, se ao fim de poucos meses, eles decidissem que, sem ganhar, deixariam de trabalhar, poderíamos nós dizer que é ilegal, que sem governantes (ou desgovernantes?), o país entraria em ruptura (faltará muito?) e que, possivelmente, algumas pessoas morreriam, por diversos motivos. E que, por ser ilegal, eles teriam que trabalhar de borla o tempo que fosse necessário.

Há quem ache que a indústria farmacêutica (IF) ganhou rios de dinheiro, mas basta ver, na Exame, as 500 maiores empresas para constatar, de facto, a indústria farmacêutica ganhou tanto - ou menos - como tantas outras; como o turismo, como a imobiliária, como a automóvel, como o petróleo, como os escritórios de advogados, como a indústria alimentar, como tantas fábricas, como tanta empresa pública. E quê? E agora tem que estar meses sem receber um tostão e não bufar? E continuar a comprar matéria prima, pagar os transportes (que os medicamentos não voam até aos hospitais), os empregados, a logística,  os impostos (sim, apesar de o estado não pagar, os impostos já foram pagos e, caso não tivessem sido, haveria penalizações!!).


A indústria farmacêutica anda a pedir dinheiro aos bancos para sobreviver, e as taxas de juro são elevadas. Infelizmente, não há poços sem fundo...


E, como alguém já disse, emprega muita gente. Já empregou mais... E há-de empregar menos ainda, com tanto corte... Não há cú que aguente! (desculpem a linguagem)

publicado por fraufromatlantida às 15:00
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