Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

Dos comentários aos posts

Esta ficou-me entalada na garganta e, por isso, cá vai.

 

Aqui há dias espreitei um blog que estava em destaque no Sapo, a falar sobre leituras de Verão. Como já não era o primeiro que via dissertar acerca da coisa, e já estava um bocado farta do apontar de dedo alheio a quem lê na praia (num outro blog, já não me recordo qual, chegava-se mesmo a achincalhar quem o faz), resolvi responder ao texto que se segue, daqui:

 

"analfabetos Sazonais

Existe uma característica inalienável ao verão que me deixa um pouco intrigado, ou mesmo preocupado. Nesta altura do ano, acompanhando o calor e as hordas de melgas e mosquitos, os livros aparecem debaixo do braço, na mão ou no regaço de leitores em trajes menores e chinelinha de enfiar o dedo no pé. Claro que nem toda a gente dispõem da disponibilidade (e lá estou eu com redundâncias, qualquer dia ainda me cobram um imposto por isso) de tempo para ler durante o ano, procurando esta altura de férias para deitar uma sementes de cultivo no campo cinzento do nosso cérebro. O que é censurável é o papel que papelarias e livrarias desempenham na divulgação e incentivo da leitura. No verão, recorrem sempre a publicidade acerca de "leituras de verão". Tudo bem, mas pergunto-me porque é que durante o resto do ano nunca ouvi falar em leituras de Carnaval, Páscoa, Outono, Inverno ou Natal. Agora mais do que nunca, com as turmas de 30 alunos com que o governo quer lotar as salas de aula, será necessário mudar esta política de incentivo à leitura, de forma a evitar correr o risco de tornar a tugalândia numa terra de analfabetos sazonais."

 

Atlântida

"Este post parece-me um pouco preconceituoso, por diversos motivos:
- quem lhe disse que, quem lê nas férias, não lê durante todo o ano?

- quem lhe disse que, de entre os tais "livros para férias", não há livros com qualidade?

- quem disse que não é melhor as pessoas lerem livros da treta, que não lerem, de todo?
Outra coisa: há 25 anos, as turmas tinham mais de 30 anos e ninguém ficou estúpido por isso. Tenho para mim, que as crianças / adolescentes, sabiam mais que agora. "

 

eporquenaoeu

"Este comentário parece um pouco despropositado, pelo simples facto de que o autor demonstra uma grave deficiência do ponto de vista da literacia, como é evidente pelos motivos que aponta para considerar o post de "preconceituoso". Pergunto-me:

- em que parte está escrito"quem lê nas férias, não lê durante o ano inteiro"; - onde está referido no post a falta de qualidade dos "tais livros para férias";

- em que linha do post se encontra a sugestão de que mais vale não ler, do que ler "livros de treta". Tal como está escrito no post, a crítica do mesmo é sobre o papel de papelarias (mais uma redundância) e livrarias.

Já em relação a "outra coisa", o comentário só mostra um total desconhecimento do sistema educativo actual, bem como das necessidades das crianças de hoje em dia.

O comentário não se oblitera a bem da liberdade de expressão. Obrigado!"

 

Atlântida

"Talvez a minha "grave deficiência do ponto de vista da literacia" me tenha impedido de compreender a informação contida no título do post: "analfabetos sazonais". Como tenho problemas na literacia, percebi que estava a referir-se a pessoas, mas se calhar era às livrarias e papelarias que estava a chamar de analfabetas. As minhas desculpas.

Outra coisa: pelos vistos fiquei eu estúpida; tinha que ter conhecimento de tudo e não tenho.

Enfim, está no seu direito de publicar ou não. Não se preocupe que não incomodo mais. Eu disse "Este post parece-me um pouco preconceituoso". Não disse que tinha a certeza. Pelos vistos, não sou a única com "grave deficiência do ponto de vista da literacia". Não tinha que ser violento, só tinha que argumentar."

 


E senti necessidade de postar isto, aqui nas profundezas, também para dizer que passei a respeitar ainda mais quem tem blogs famosos (ou mesmo quem não tem) e que publica comentários que, por vezes até me fazem corar. Comentários a abarrotar de más intenções, de inveja, alguns até insultuosos. Quando podia, simplesmente, fazer o que se ameaçou acima, ou seja, obliterar tais comentários.

 

Neste caso, por ter dito que o post (e não o autor) me parecia (não disse que era) um pouco (não disse que completamente) preconceituoso, fui enxovalhada em praça pública.

publicado por fraufromatlantida às 18:32
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