Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

Injecção letal, ontem, no Texas

Sou a favor da pena de morte, nalgumas situações, muito excepcionais. Penso que, por cá, temos o extremo de um sistema: penas demasiado leves que, juntando aos estabelecientos prisionais demasiado simpáticos, fazem com que o crime seja o atalho mais directo, que o crime compense.

 

Mas também me parece um exagero condenar à morte alguém que matou 1 pessoa, sim, mas que não tinha registos criminais anteriores e que foi um prisioneiro exemplar. Pensei que este tipo de penas estivesse reservado a crimes hediondos.

 

Será que, agora, é olho por olho, dente por dente?!

publicado por fraufromatlantida às 10:13
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4 comentários:
De Mini_Saia a 9 de Novembro de 2012 às 10:29
Bom dia Frau,
Existem, realmente, pessoas que cometem crimes hediondos, mas mesmo assim continuo a ser contra a pena de morte.
Quantas pessoas foram já condenadas à morte por erros no julgamento só nos EUA? Muitas. Nós somos falíveis e eu não queria viver com esse peso na minha consciência.
De fraufromatlantida a 9 de Novembro de 2012 às 11:05
Atenção, eu não me alonguei muito, mas coloquei "nalgumas situações, muito excepcionais". E nessas, há algumas em que se consegue ter 100% de certeza. Há, inclusivé, casos em que confessam. Seja como for, o nosso sistema é demasido brando, disso tenho a certeza. E com os tempos que se avizinham, em que a falta de coisas básicas vai levar à loucura de muitos, em que aos polícias é apontado um dedo quando tê, realmente que intervir, vai ser um salve-se quem puder. A ver dade é essa. Porque cá, o crime compensa muito!
De Mini_Saia a 12 de Novembro de 2012 às 11:06
Há casos em que têm a certeza? Duvido.
Quanto ás confissões, outro dia um polícia da minha terrinha disse que as confissões eram arrancadas a toque de porrada. Se fazem isso nos Açores, imagina nos EUA...A toque de porrada confessamos tudo e mais alguma coisa.
Concordo a 100% quando dizes que o nosso sistema é brando. As pessoas deviam ser obrigadas a cumprir penas muito mais pesadas do que aquelas que cumprem actualmente.
Gerou-se um sentimento de impunidade e isso deve ser combatido; agora condenar à morte...quem somos nós para o fazer?
De fraufromatlantida a 12 de Novembro de 2012 às 11:46
É uma questão sensível, a pena de morte. Por cá, temos casos de gente que mata a família inteira e depois se vai entregar. Estamos a falar de mortes horrorosas, de matar criancinhas, etc, etc.

Talvez, só talvez, se tivéssemos esse tipo de condenação, as pessoas (pessoas?!) pensassem duas vezes. Enfim, talvez. Também não tenho a certeza.

Mas quanto às nossas penas, estamos de acordo.

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