Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

O que é nacional já não é bom... ou suficiente?

Não fui a tempo de colocar a notícia de ontem que dava Pepe como o quinto estrangeiro a ser naturalizado português, para entrar para a selecção. Já foi convocado... e já se lesionou. Será isto um sinal, um aviso de que está mal? É esta, pelo menos, a minha opinião . Gosto muito do Deco , do Pepe nem tanto; claro que não estou a falar tecnicamente, só aquela sensação que, ou passa, ou não passa no goto. Mas não é isso que está em causa. Com que direito é que jogadores tugas de raiz se sentam no banco, enquanto estes adoptados estão dentro das quatro linhas? Eles, a quem corre nas veias sangue encarnado e verde, com a respectiva Esfera Armilar? Com excelentes jogadores, cobiçados por todo o mundo... A prata da casa não é suficiente? Qualquer dia, até onde o dinheiro pode comprar, haverá por aí uma selecção com uma super-equipa de craques... ainda que nenhum chame, realmente, à pátria da dita selecção, mãe! Tenho pena... Não sou pró-nacionalista, nem ponho a mão no peito, mas parece-me que há mínimos!

sinto-me: desiludida
música: A Portuguesa
publicado por fraufromatlantida às 11:19
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De volta ao ginásio!

Ontem, finalmente, inscrevi-me no ginásio. Ao fim de 2 anos, em que o máximo que fiz foi andar, correr (muito de vez em quando; não tenho muita paciência, especialmente se o fizer só), subir e descer escadas, dar umas braçadas na praia na praia e sexo (sim, deixei de achar que foi amor, porque para esse tem que haver 2 pessoas e o Sac., com toda a certeza, não o via na mesma prespectiva que eu...). Há hora de almoço, peguei em mim e pús-me a caminho.

No metro, sentem-me à frente de uma senhora que, alheia aos risos e sorrisos em seu redor, empunhava numa mão um espelho e, na outra, uma pinça. Como se fosse a coisa mais natural deste mundo, como se não estivesse sujeita a todos os olhares, lá ia arranjado as sobrancelhas! Antes que não me aguentasse, também, e apanhasse com uma das 2 armas que ela tinha em mãos, mergulhei os olhos no "Ana Karenina". Tornei-os a levantar ao som da música de um acordeão. Não eram apenas notas soldas, era uma bela melodia, que animava a monótona e pesada viagem debaixo da terra. Via-se que o senhor sentia o que tocava; não pedia dinheiro. As notas que fazia libertar do instrumento pareciam alimento suficiente para a sua alma. E também apaziguaram a minha, por uns instantes. Estes merecem as nossas moedas, porque tiram um pouco o cinzento da nossa vida com umas boas pinceladas de cor.

Subi a rua em passo acelerado até ao Gym; o recepcionista, muito simpático, com as piadolas costumeiras, aconselhou-me a marcar logo a avaliação da condição física. Assim o fiz e pasmei com os pré-requisitos:

- não realizar exercício físico nas 24h que precedem o teste;

- não estar no período menstrual  (ou fase pré-menstrual);

- estar em jejum, ou pelo menos com 4h seguidas sem comer e berber antes do teste;

- não ingerir diuréticos (chá, café) nas 48h antes do testes;

- não beber álcool 48h antes do teste;

- bexiga e intestinos vazios;

- durante o teste retirar todos os metais. 

Fogo!! Isto é quase ir à faca... Não me contive:

- Vocês são muito rigorosos!

- Pois, tem que ser... E qual é a coisa que lhe vai custar mais?

- Parece que a única coisa que não depende da minha força de vontade é o trânsito intestinal... - Corei. - Não consigo saber se tenho ou não os intestinos vazios!

- Pois, é que isto é para saber a massa corporal, etc, etc. Pensei que o pior fosse o café.

- Não! Isso consigo controlar.

Marquei o dia e vim-me embora, toda entusiasmada. Passei num café atascado para engolir qualquer coisa. Era o único que havia a caminho do metro e estava cheio de homens... daqueles que só costumam frequentar cafés atascados... Olharam, comentaram, tornaram a olhar.

- Queria uma fatia daquelas, por favor. - Estava cheia de pressa e ia comer ali mesmo, ao balcão.

- Pode-se sentar, eu já levo! - Grrr!! Não queria contra-argumentar. O balcão estava mesmo cheio de espécimens e eu preferi estar longe dos olhares. Que se lixe a pressa.

Fui-me sentar e algumas cabeças rodaram. Alguns fizeram o mesmo ao corpo, na minha direcção. Começaram a falar de carros potentes e de mulheres. Tirei a minha âncora do saco e, de novo, enterrei os olhos. Sorri a pensar que Freud devia ter uma explicação muito interessante para o tema de conversa destes senhores! Ahahah

sinto-me: cheia de pica!
publicado por fraufromatlantida às 10:04
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

Se eles se consideram superiores a nós,

... este será o único motivo: é que eles são mais! Richard Dawkins, no seu Gene Egoísta, aponta várias hipóteses para a sobrevivência, não da espécie, nem do indivíduo, mas do(s) gene(s). Atrevo-me a extrapolar e meter a colherada no caso das aves! A tendência para o maior número de machos, que é tanto maior quanto mais ameaçada se encontra a espécie, deve-se ao facto de os machos "defenderem as suas damas", já quem sem elas não poderão deixar descendentes. Ainda que não sejam seus, directamente, têm algum do seu património genético, em último caso, aquele que caracteriza a espécie. Deste modo, eles asseguram a continuidade sendo verdadeiros kamikase. Elas são mais vulneráveis, especialmente quando se encontram em fase de nidação e, por isso, alvos fáceis. Se o número de ambos os géneros fosse proporcional, ainda que eles mantivessem esta atitude altruísta, deixavam de ser suficientes para dar a vida por elas, e a extinção ficaria a um passo.

A minha questão, a dúvida que me passou, qual vôo rasante, pelos neurónios, foi por que raio isto acontece na espécie humana!! Para já, não estamos em perigo de extinção (teremos outros...), já não existem duelos, pelo menos não frequentes, em que se procura salvar a honra da donzela, já fazemos (quase) tudo o que eles fazem, existem bancos de esperma (de qualidade certificada, já que o dos nossos machos é duvidosa: 1/3 tem problemas de infertilidade), etc. Não entendo, confesso... A minha teoria é que haverá , por aí, muitas experiências, muita tentativa de homem. Aparentemente, são homens mas, na realidade, não passam de putos (já tinha dito isto, não já?). Assim, a nossa missão, é descobrir onde está Wally, ou seja, saber separar o trigo do joio e esperar que, para isso, a nossa intuição, a dita feminina, dê uma ajuda!

sinto-me: bem, a pesquisar
publicado por fraufromatlantida às 10:36
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Please, don´t take my sunshine away...

O trabalho não abunda, mas não posso ir de férias. Está na lei: só ao fim de 6 meses é que temos direito a gozar os tão ansiados e merecidos dias de descanso. Vou fazendo render o peixe e, o que ocuparia umas 8 horas de trabalho, faço numa semana. Para que o meu dia de trabalho não seja uma verdadeira tortura (sim, que isto já dura há mais de um mês; é tortura, acreditem), vou fazendo umas pesquisas, "chatando", lendo uns blogs, o horóscopo e, nos tempos livres, ocupo-me do peixe que tenho que fazer render. 

Ontem, no gmail, havia "problemas de comunicação ou bloqueio      administrativo".  Imediatamente, uma descarga de adrenalina, com as respectivas picadas nas axilas, e coro até à raiz dos cabelos! "Descobriram-me e bloquearam-me o acesso". Tento o google... nada. Mas os meus "favoritos" de trabalho abriam! "´Tou feita! E se me vêm pedir explicações? Mas, também, não tenho nada para fazer! Hum... Não posso dizer isto... Não vai dar muito bom aspecto...".  Fiquei capaz de explodir, fula da vida! Para além de me terem contratado e ainda não ter, sequer, as funções bem definidas, de estar a ganhar menos que algumas pessoas da categoria abaixo da minha e de ainda não ter algumas das mais-valias inerentes à função - ao fim de 6 meses, dizem - ainda me iam tirar o que faz o meu tempo fluir a um ritmo não agoniante?! Já estava a imaginar as minhas próximas semanas e a sentir um nó...

Fui almoçar, com o meu livro atrás, que me fez entrar na Rússia de finais de século XIX e esquecer o assunto. Quando voltei, apesar de ainda ter tido umas falhas técnicas pouco habituais, já tudo estava operacional! Uff...

Não me tirem o sol!!

sinto-me:
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publicado por fraufromatlantida às 09:45
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Um nó nos neurónios!!

Algumas vezes tenho a estranha sensação de me estarem a contar estórias que não foram minhas, que não me pertencem, que não vivi! É horrível! Aperceber-me que tenho partes do meu próprio filme apagadas, folhas do meu livro em branco, ou algo gastas em que, só a custo, consigo reescrever por cima.

Ontem fui tomar um café, com um ex-vizinho da frente do apartamento do Porto, que partilhei com o meu irmão nos nossos tempos de estudantes e já enquanto trabalhadores recém integrados. Já não o via há uns 4 anos, apesar de me ligar, volta e meia. Contava-me que nunca me esqueceu e que são várias as vezes em que recorda as vezes que me batia à porta com ofertas várias, desde morangos a chás exóticos. Em troca, fazia sopa a mais e lá ia, entregar uma tupperware . Levava-me à ópera e a concertos de música clássica. Sempre achei que me via como uma filha (ele tem 2 filhos quase da minha idade e já é avô) mas ontem, e já da última vez que falámos por telefone, desconfiei que seria mais que isso. Vejo, com alguma ironia, como a idade impede algumas sinapses, promovendo outras diferentes, mais maduras, menos inocentes.

O cúmulo foi quando recuperei um endereço de e-mail, com 7 anos. Li praticamente todos os e-mails, enviados e recebidos. Contactos que já nem me recordava ter tido um dia e outros, que não era capaz de ligar à pessoa, coisas que estavam esquecidas num qualquer compartimento da minha memória...

sinto-me: como se não estivesse em mim
música: Elaine Paige - Memory
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publicado por fraufromatlantida às 09:47
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Destino, ou os quases da vida.

Não sei se acreditam em Deus, seja ele cristão, hindu, muçulmano, budista, etc. Nem se acreditam no destino ou em coisas que têm que acontecer.

Há cerca de 3 anos, vinha eu na A1 , do Porto para Coimbra, onde morava na altura. Eram umas 11h da noite. Tenho "pé pesado" e gosto da adrenalina ao volante; quando exagero, as descargas desta hormonas provocam-me uma estranha sensação de dor nas axilas. Perto da Mealhada, depois de ultrapassar um camião, ia retomar a faixa da direita, quando vejo, ao longe, uns faróis na faixa em que seguia.

Com tantas notícias de acidentes com carros em contra-mão, tive um disparo do ritmo cardíaco. Não percebi se os faróis também estavam com movimento de acelaração, ou se era apenas a minha aproximação que os tornava maiores. Escolhi continuar no mesmo lado, para tentar perceber o que se passava, até porque temia um louco que mudasse de faixa se eu o fizesse e, desse modo, perderia o controlo da situação. Atrás de mim vinha outro veículo. À última, guinei para a direita e, passado uns segundos, ouvi um embate. Encostei o carro à berma e parei mal consegui. Liguei os 4 piscas, tirei o telemóvel, marquei o 112 e saí a correr. Quando atenderam, mal conseguia falar; palavras atabalhoadas, que tropeçavam umas nas outras. Pediram que me acalmasse e começasse de novo. Tentei falar mais devagar e explicar com coerência, mas não foi fácil. Responderam que mandavam uma ambulância.

Cheguei ao local do acidente; comecei a perguntar se alguém estava ferido. Quem vinha atrás de mim, numa van mercedes, tinha chocado frontalmente contra um outro veículo, julgo que um nissan. Felizmente não havia feridos. O condutor do outro carro não se encontrava lá. Tememos o pior. Começámos a chamar, a percorrer o separador central. Alguém responde. Estava bem, só bastante nervoso, como todos nós. Adormecera ao volante e acordara com o embate no rail. Quando viu os carros em sua direcção, só se lembrou de fugir. Respondi que deveria ter desligado as luzes e ligado os 4 piscas. Nem pensou. Pediram para ficar com as 2 crianças que vinham na mercedes; levei-as para a minha 307 e tentei distraí-las. Estavam assustadas. Esperei pela polícia e pela ambulância. Começou a chover. Entreguei as crianças aos pais e fui, por entre pingos, dar o meu testemunho. Ficaram com o meu contacto, para qualquer coisa.

Fui para casa ainda a tremer. Não me saía da cabeça o pensamento de que foi quase, esteve por um fio!! E de que eu não me safaria ilesa. Para além de um peugeot não ter a resistência de um mercedes, eu ainda levaria com este por trás! Foi por muito pouco... mas não aconteceu.

E se Alguém permitiu que escapasse desta e, depois disso, me colocou umas ratoeiras no caminha, nas quais eu caí, eu acredito, quero acreditar, que elas foram colocadas estrategicamente por Quem sabe que nelas cairia. E que, apesar de saber que me ia magoar, que ia sofrer muito, não as pode evitar por saber que isso ia fazer de mim mais e melhor pessoa, mais e melhor mulher... 

sinto-me: ainda assim, muito afortunada
publicado por fraufromatlantida às 10:01
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

É falsa a notícia acerca da aproximação de Marte!

É verdade!! Parece que isto aconteceu, de facto, há exactamente 4 anos, apesar de a máxima aproximação nunca permitir que tenhamos 2 luas; Marte continua sempre a parecer uma estrela.

Era isto... Lá se vão os planos de uma noite especial para os mais românticos... Mas olhem, que a Lua, a nossa, a de sempre, está bem bonita!

sinto-me:
música: REM - Man on the moon
tags: ,
publicado por fraufromatlantida às 14:22
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Melgas!

Há uns dias ligaram-me de uma daquelas empresas que tentam vender fins-de-semana, etc. Estava na minha hora de almoço e, do lado lá, uma voz pergunta:

- Estou a falar com a sra. Atlântida ?

- Sim. Quem fala?

- Daqui é fulana, da empresa tal. Sra. Atlântida , foi uma das sorteadas para ganhar um fim-de-semana à sua escolha num dos nossos hotéis.

- Antes de mais, como conseguiu o meu contacto?

- Temos uma parceria com uma empresa de comunicações.

Lembrei-me, imediatamente, que me devia ter escapado um qualquer papel que assinei, tendo-me esquecido de colocar a cruzinha onde diz que não permito o fornecimento dos meus dados a terceiros... Grrr !

- Lamento , mas não estou interessada na sua oferta.

- Mas sabe que tem 1 ano para usufruir do fim-de-semana para 4 pessoas sem qualquer despesa.

- Pois, mas eu já conheço a vossa lenga-lenga e, apesar de não gastar nesse fim-de-semana, terei que adquirir qualquer outra coisa.

- De todo. Só tem que se dirigir ao Hotel X até às 24h. O que pretendemos com este tipo de acção é que, quem vai faça a divulgação passando a palavra, por termos a certeza de que vão gostar. Até a previno de que as refeições não estão incluídas , mas não é obrigada a fazê-las lá.

- Sim, mas eu não tenho tempo para perder hoje. Não me pode enviar o voucher por correio?

- Tem que ser presencialmente e já temos tudo pensado. Basta que ligue imediatamente para o meu chefe, para que ele envie um fax ao hotel indicando a hora a que vai estar. Isto evita que tenha que esperar. Depois são 5 minutos e está pronta. - Lá me deu o nome e o contacto do chefe. Entretanto, o meu almoço já estava na mesa.

- Posso contar, então, com o seu telefone imediatamente a seguir?

- Não, não pode. Estou na minha hora de almoço, e este, por sinal,  já está a arrefecer!

- Então liga depois?

- Sim, ligo.

Ufff ! Esta gente não tem papas na língua e só desiste se alguém for mal-educado, caso contrário, têm sempre um contra-argumento. A última coisa que me apetecia era levar com eles.

Já no gabinete, às 14h e uns minutos, liga-me ela, novamente:

- Sra. Atlântida, não ligou para o meu chefe?!

- Não, fiquei sem saldo. - Bom, não foi bem isso... A verdade é que não queria mesmo ligar; só queria que me deixasse em paz!!

- E não sabe enviar "call me".

- Não, não sei! - Não deve ter visto a minha idade... Isso não é coisa de adolescentes/estudantes?

Lá me explicou como deveria proceder. Por descargo de consciência, lá fiz o que me disse. Nunca imaginei que uma pessoa ligasse para um número que lhe é desconhecido, só porque lhe foi solicitado. Passado uns minutos, liga-me o dito cujo:

- Sra. Atlântida, fala Beltrano. Desculpe não ter ligado logo, mas estava aqui numa reunião. Então diga lá a que horas pode estar no hotel?

- Olhe, eu estou com algum trabalho, de maneira que não sei a que horas vou sair. 

- Ah, mas diga mais ou menos.

- Como é que lhe digo mais ou menos, se não faço ideia?

- Diga uma hora, só para eu enviar o fax a confirmar.

- Sei lá... Nove e tal?! Mas olhe que eu não sei. Isto vai ser complicado. ´Tou sem carro e ainda tenho que ver se alguém me leva lá, caso contrário, vai ser complicado. - Claro que eu queria mesmo era uma desculpa para depois não aparecer!

- Mas veja lá se está a dizer que vai e não aparece. Isto é o nosso trabalho e é uma coisa séria!

- Olhe, desculpe, parece que o sr, não percebeu o que eu disse!! - Pronto! Estava o caldo entornado! Já me estava a passar! - Por muito que eu queira, é-me completamente impossível garantir a minha presença. Como já lhe expliquei, não sei a que horas saio daqui nem se tenho quem me leve!

- Mas não se esqueça que estamos lá até às 24h! Tem muito tempo!

- Eu acho mesmo que o sr. não está a perceber. Já lhe expliquei todas as minhas condicionantes. Se o que precisa é de uma resposta certa, aqui tem: não vou!

- Ah, mas...

- Não vou!! Aqui tem a sua certeza! E agora, se me dá licença. estou na minha hora de trabalho e tenho muito que fazer! - Irra, que tiram a paciência a um santo! Ao menos estava livre! E lá está, foi preciso deixá-los sem palavras. Estas pessoas não desistem com delicadezas.

Às nove e tal, estava eu num daqueles dias de pica para as tarefas domésticas, quando toca o telemóvel.

- Sra. Atlântida ? Fala da empresa tal. É só para confirmar a sua presença. Recebemos o fax com marcação para as 10h!

Não, não é possível... Não é que o gajo enviou, ainda assim, o fax!

- Como é isso possível se eu disse ao sr. X que não ia?!

- E blá blá...

- Desculpe, eu estou a fazer umas coisas e tenho um pouco de pressa. Boa noite!

Na verdade, isto faz-me lembrar, um pouco, como muitas vezes não ligamos aos sinais, às meias palavras, como, muitas vezes, não queremos, ou não nos convém, sermos bons entendedores, em que as meias palavras nos bastam. Em certas situações, talvez nem um letreiro luminoso com a frase completa nos demove. Achamos impossível, pois a informação que nos vem do interior é contraditória. Parece que estamos cegos e surdos, a viver no mundo da fantasia; daquela que transportámos para a nossa realidade.

sinto-me:
publicado por fraufromatlantida às 09:39
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

Como as moscas...

Às vezes é assim que me sinto: como mosca que se sente atraída por merda ! Não, o contrário nem pensar, que ainda me tenho nalguma consideração! Também uma boa percentagem do que atraio, felizmente, não fede, mas os que fedem, sentem-se à distância e são bostas de grande calibre, acreditem. Pena que disfarcem tão bem o cheiro, que sou, como fui, capaz de andar à sua volta uns anitos, para além de ter constituído sociedade com a dita cuja. Mas quando cheirou...! Quase matou!

Há quem diga que os olhos não mentem, mas nela, até esses 2 berlindes insensíveis foram treinados na arte! Muito de ajuda, muito coitadinha, muito pudica ... Roubou-me, desfalcou a empresa, vai-me deixar a mim, e à minha família, de mãos a abanar!

Ela ainda não sabe que tomei conhecimento das falcatruas; não sei se todas (já são demais), se apenas de algumas. Quando liga, continua, cinicamente, a chamar-me "amiga"!! Fico possessa!

A cereja no topo do bolo é o facto de, além de ter usurpado o que pôde, recusa-se a pagar a parte dela nas dívidas que nos implicam! Só comigo!

Só filmes...

sinto-me:
música: Lenny Kravitz - Fly away
publicado por fraufromatlantida às 15:47
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

Cobardia... dos meus próprios sentimentos...

O ser humano é uma coisa rara, no que toca a emoções...

Comecei este blog com o objectivo, ainda que enterrado no mais fundo de mim mesma, de fazer emergir alguns pensamentos afundados.

Fez um mês que descobri, ao fim de quase 2 anos, que ele tinha outra. Foi numa festa para a qual tinha sido convidada por um amigo que, para minha surpresa, era comum a ambos. Nesse dia tínhamos discutido... Fiquei de rastos com algumas das palavras dele: que a nossa relação não tinha sido profunda o suficiente para que eu estivesse a reagir daquela forma, entre outras coisas. Doeu muito, porque para mim foi muito profunda e muito sentida. Há umas semanas tinha ficado claro, na minha cabeça e no meu coração, o ponto final que tinha que colocar nesta história. Pela primeira vez, ele teve a hombridade de não deixar dúvidas suspensas no ar, como fez tantas vezes. Dava uma no cravo e outra ferradura... O típico deixar "em banho-maria". Que não dava, mas sempre a dizer que eu era a mulher mais fantástica que ele conhecia, que era uma querida, que não me resistia... Que o problema era dele! Eu sempre a desculpá-lo, a pensar que era uma fase que estava a atravessar , com alguns problemas que eu sabia existir (mas que agora já duvida da sua veracidade). Arranjei desculpas para os fins-de-semana em que ele não me incluía ; eu nunca me afastava muito, apesar dos convites, na esperança de que ele ligasse, mudando de ideias. Para os telefonemas que não atendia e para os dias em que não estávamos juntos; mais uma vez, fechava-me em copas, na expectativa de que telefone tocásse e eu o pudesse ver... Toda a gente me dizia que era muito estranho, como é que eu aguentava, que nunca me imaginaram numa situação destas, eu, vivaça, que sempre soube o que quis, e que este género de relação me repugnava. Que ele devia ter outra! Nem pensar, que ele andava era com muito trabalho, cheio de problemas e que outra, punha eu, estas mãos tocam as teclas, no fogo!! No fogo!! Quando estávamos juntos, parecia que o tempo parava. Sempre muito carinhoso. Em dias mais conturbados, só o facto de o ouvir me acalmava. Lancei-me neste post depois de ter lido o do supreme. Tenho feito uma introspecção e concluo que nunca quis acreditar! Esse foi o meu problema... Estavam lá alguns, senão todos, os sinais mas, para mim, era impossível! Achava que ele me conhecia e me respeitava. Que sabia que eu abominava determinadas coisas, porque o tinha deixado claro: que acreditava no amor enquanto durava e era bom para ambas as partes; que gostava de exclusividade; que, quando a vontade de estar com outra pessoa fosse superior, por qualquer motivo, que o dissesse. Ele anui...

Assim que cheguei à festa, vi-o: estava acompanhado por um casal. Não lhe disse nada na altura, porque estava acompanhado e tínhamos tido a tal troca de palavras. Não sabia como iria reagir. Foi à mesa presisamente na altura em que tinha acabado de comer e ia buscar uma bebida. Aproveitei a deixa e abordei-o! quando me vê (não sei se já me tinha visto), desfere o primeiro golpe:

- Será coincidência?! - Fiquei azul! Que lata! Terá pensado que fui atrás dele, eu, que nunca o fiz quando estávamos "juntos", ia fazê-lo agora, que começara, finalmente, a arrumar o meu coração?!

Expliquei  que o X me falara da festa há cerca de um, e que eu dissera que iria.

- O XPTO?!

- Conheces?! - pergunto eu.

Disse que ia ao balcão buscar uma bebida. Ele pede que volte. Voltei, contrariada, ainda a sangrar do primeiro golpe, mas com um sorriso na cara:

- Eu estive na última festa, convidado por uma colega, que trouxe uma amiga e que é, hoje, minha namorada. Estou aqui com ela! - Segundo golpe!! Caiu-me tudo! O mundo desmoronou-se, mas o meu sorriso ficou, estoicamente!!

Nunca lhe tinha ouvido aquela palavra a meu respeito: namorada!!

- Boa... Acho que fazes bem! Bom, vou lá fora ter com o meu grupo.

E afastei-me, com o coração num alvoroço e o sorriso, que já parecia de pedra, e que fiz questão de manter até não aguentar mais.

Ouço chamar "Atlântida! ATLÂNTIDA!!" Virei-me. Era o XPTO, que estava no meu do grupo dele! Começei a tremer. "Vem cá." Lá fui. As minhas pernas pareciam varas verdes; tive medo que se notasse.

- Este é A, esta é B, esta é C, este é D, esta é E e este é o Sac. - e o ignóbil disse olá e cumprimentou-me... Outra vez! Como se não me conhecesse. como se fosse a primeira vez que encostara o seu rosto ao meu!! Já não ouvia nada.

- Blá blá blá...

Conheço muita gente que se teria virado para ele e perguntado se não me estava a reconhecer, que eu era aquela com quem ele tinha dormido 1,5 anos. Outras, logo aquando da confisão, tinham armado escândalo. Eu só pensava em manter o sorriso, por muito que custasse. Com ele, e os ouvidos a zumbir, virei costas e voltei para o meu grupo. Aguentei mais uma hora e fui-me embora, de rastos.

Esse fim-de-semana foi dos piores da minha vida. Revoltada comigo, pela minha cegueira, por me ter entregue a quem não merecia, a quem não estava lá, só o seu corpo. Começei o feed-back aos 2 anos e "vi" muita coisa. "Vi", por exemplo, que eles não se tinham conhecido na festa anterior, mas, pelo menos, há 5 meses. "Vi", que mesmo que não tenha sido sempre esta, ele sempre teve outra(s). Senti-me uma puta, com a diferença de não ter lucrado nada com isso. Só gostava de mim na cama. Ainda vinha com utupias sobre amizade... Nem um pedido de desculpas! E isso, só me faz pensar que lhe sou completamente indiferente, ou que a errada, no meio de tudo, sou eu...

Ao contrário do supreme, não quero acreditar que todas as estórias de amor acabem assim. Não quero extrapolar e generalizar. Não quero viver num mundo de sacanas, mentirosos, falsos, dissimulados; era demasiado horrível! Sei que há gente que está no outro prato da balança, e que torna este viver suportável. Não acredito em príncipes encantados (já não tenho idade para isso e já tenho alguma experiência de viver feita), mas quero acreditar em homens que ainda sabem encantar e ser encantados.

sinto-me:
música: U2 - One
publicado por fraufromatlantida às 10:15
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